terça-feira, 13 de junho de 2017

Dizem que é para melhorar

A junta de freguesia é responsável pelas pequenas obras no local onde preside. Como tal, as veredas limpas, os caminhos livres de ervas daninhas e pequenas obras de reparação como tapamento de buracos com cimento, são da sua responsabilidade. Ultimamente tenho visto o "empenho" da junta em melhorar (dizem eles) o acesso para pessoas com pouca mobilidade. Ora como toda a gente sabe, a nossa ilha é cheia de inclinações e casas onde só foram construídas veredas pedonais porque era impossível o acesso automóvel. Essas veredas são normalmente inclinadas e cheias de degraus. Uma pessoa com dificuldade para subir um degrau, vê a tarefa de sair/chegar a casa tremendamente dificultada. Se estiver numa cadeira de rodas então é missão impossível. A junta tem colocado varandas de ferro junto às escadas. Cada varanda é "inaugurada" com direito a fotos no facebook como se tratasse de uma obra de arte. Dizem eles que é feita para melhorar o acesso às pessoas com mobilidade reduzida mas pergunto eu: para que serve uma varanda se a vereda está cheia de degraus e uma pessoa numa cadeira de rodas não a consegue subir nem descer sozinha? Melhorar e promover a independência de quem vive com dificuldades motoras, é construir rampas ao invés de degraus. Tudo o resto não passa de publicidade enganosa para fingir uma preocupação inexistente e disfarçar a incompetência de quem está no poder.

sábado, 3 de junho de 2017

Crítica literária: O Último Cabalista de Lisboa



Editor: Porto Editora
Data de lançamento: setembro 2013
Nº Páginas: 352


Sinopse: 


Em abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de dois mil cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos-novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade. Berequias, sobrinho e discípulo de Abraão Zarco - iluminador e membro respeitado da célebre escola cabalística de Lisboa -, vai encontrar o tio e uma jovem desconhecida mortos na cave que servia de templo secreto desde que a sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um valioso manuscrito iluminado também desapareceu do seu esconderijo. Estarão os dois incidentes relacionados? Terá sido um cristão ou um judeu, como os indícios fazem crer, a assassinar o tio? Quem será a rapariga morta? Publicado originalmente em Portugal, "O Último Cabalista de Lisboa" é um extraordinário romance histórico, que catapultou o seu autor para um sucesso internacional, tendo sido publicado em toda a Europa, nos Estados Unidos e Brasil, onde depressa se tornou um bestseller.*  


Opinião: 

Este livro foi-me dado por uma amiga. Ao ler o titulo, pensei que ia ser um livro cheio de misticismo mas estava enganada. A historia fala de uma época negra para os judeus que pensavam estar a salvo em Portugal mas as perseguições existiam em todo o lado. 

Berequias é o herói que procura saber quem assassinou o seu tio e onde está o seu irmãozinho que foi levado durante a confusão instalada na cidade. A busca leva-o a vários becos sem saída e no fim, as respostas ficam aquém das expectativas. 

É uma leitura pesada, porém interessante para quem quer saber mais sobre uma época que tanto católicos como judeus, pretendem esquecer. Eu pelo menos desconhecia completamente essa fase do nosso país e fiquei surpreendida com as coisas que li.

Pontuação: 3.5/5


*Sinopse tirada deste site.