segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Aprendi uma coisa nova!

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Hoje aprendi uma coisa nova, apesar de cá em casa não ser novidade nenhuma. Explico: a minha mãe tinha a mania de tomar posse de todas as tarefas domesticas porque segundo ela, era a única que dava conta do recado. Agora que adoeceu e não pode fazer as coisas como antigamente, tivemos de aprender a fazer tudo o que ela fazia. Fica perfeito? Não, mas podia ser pior...
Ultimamente dei conta que os cós das minhas calças estavam a descoser. Aconteceu a uma, a duas e no terceiro par de calças vi que já era demais.
Foi então que decidi meter mãos à obra e peguei na maquina de costura. O drama, o horror, a tragédia! Para quem não sabe, a linha precisa percorrer vários orifícios até chegar ao buraco da agulha. E eu sem manual de instruções e a minha mãe que não pega na maquina há anos, também já não se lembrava de como funciona essa maravilha do mundo moderno. Então, fui à internet ver se encontrava o manual de instruções. Bingo! Achei-o e segui tudo passa a passo. Ainda assim, a maquina não puxava a linha de baixo para cima. Ai a minha vida! Voltei a tentar duas, três vezes e bastou-me seguir uma indicação simples (que me tinha passado ao lado): segurar na linha de cima para que a agulha puxe a de baixo. Eureca! Agora que aprendi ninguém me pára! Já arranjei três calças e muitas mais virão! 
Escusado será dizer que não ficaram nenhuma perfeição mas para quem nunca tinha trabalhado com uma maquina de costura antes, os resultados são satisfatórios aqui para Ana, a costureirinha! 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Outubro é o meu mês preferido!

Ai gosto tanto deste mês. Nem é por ser o mês do meu aniversário nem nada... é mesmo porque faz a subtil mudança dos dias de calor para os dias frios. Gosto disso! Por mim seria outono o ano inteiro. E vocês, contem-me tudo! qual é a vossa estação do ano preferida? 

domingo, 1 de outubro de 2017

Não vou votar hoje!

Meus queridos e queridas, hoje é dia de votar em Portugal, como todos os portugueses sabem. Porém, aqui em casa prescindimos desse direito por uma simples razão: não há acesso a carro onde eu moro e nunca vai haver, quer seja o PS ou PSD a mandar. O PS quando está no poder, queixa-se da falta de verbas e não pode fazer obras enquanto não pagar as dividas deixadas pelo governo anterior. Contudo, essas verbas aparecem como por magia para as coisas mais ridículas. Quando é o PSD a governar, nem sequer dá-se ao trabalho de nos ouvir. É que aqui onde eu moro, não existe ninguém importante, não há nenhum deputado ou secretário do estado, logo uma estrada seria um desperdício de verbas para aqueles senhores. Curiosamente, nem a 500 metros de distancia onde vive um deputado do PSD, não havia acesso a automóvel mas isso foi logo resolvido, não só com uma mas duas estradas para o rico senhor! 
O PS nem se deu ao trabalho de visitar as casas que não estão à beira das estrada. Até porque, durante estes quatro anos, não fez uma única obra mas parece que a vitória é certa. O PSD andou por aqui, ouviu um sermão da minha vizinha a respeito da falta de acessos na nossa zona mas disse que não prometia nada. 
Então meus amigos, vou votar para quê? Seja o PS ou PSD a mandar (ou outros mais pequenos nem adianta falar), não me serve rigorosamente para nada. Com o meu voto, ajudo-os a ganhar bem durante quatro anos, a comer do bom e do melhor e a dar empregos aos amigos (sim, porque para ter emprego aqui ou se tem amigos influentes, ou somos refugiados da Venezuela) e eu e os meus vizinhos que só pedimos um caminho por onde passe um carro, somos ignorados. 

Querem voto? Estrada primeiro. Antes disso, nada feito!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Cabelos compridos: o fetiche!

Desde criança tive o cabelo comprido. A minha mãe gostava, toda a minha família gostava e os vizinhos também. O meu cabelo era comprido, ondulado e castanho. As pessoas tinham a mania de querer pegar nele (coisa que me irritava profundamente) como se estivessem a tocar numa relíquia. Um belo dia, decidi cortar o cabelo pelos ombros. Que crime! Nunca deveria tê-lo cortado! Era como se fosse património local ahaha. Nunca disseram nada na minha frente mas disseram à minha mãe: nunca mais deixes a tua filha cortar o cabelo! E eu ri-me de tal pedido.
Verdade seja dita, acabei por não gostar do novo visual. Deixava-me mais velha e quando crescia, como era todo encaracolado, demorava séculos a notar-se a diferença.
Mais recentemente, cortei-o novamente pelos ombros. Desta vez já gostei mais. Mas...vi uma prima com quem não falava há muito tempo e a primeira coisa que ela diz é: ah...cortaste o cabelo (com visível desapontamento) e enumerou-me a quantidade de produtos que usa para tratar dos seus caracóis (pintados de amarelo).
Sabem quando temos alguém a falar à nossa frente de coisas completamente inúteis e a nossa mente viaja automaticamente para outro sitio? Foi o meu caso. Depois de falar dos produtos de beleza que usa da cabeça aos pés, sugeriu-me que eu devia usar também alguns. Limitei-me a dizer que a minha carteira não permite tais extravagancias e nem eu tenho paciência para essas modernices todas. E acabou-se a conversa.
Os homens gostam de mulheres com cabelos compridos. Talvez porque gostem de tocá-lo ou porque ainda faz parte do código genético masculino achar que a mulher tem de ter cabelo comprido e o homem cabelo curto. Nunca o inverso.
As mulheres de cabelo curto são independentes, senhoras do seu nariz, autoconfiantes (sim, haja confiança para deixar a cara a descoberto) e geralmente não precisam de aprovação dos homens para nada... e eles não gostam disso.
Ter cabelo curto não é feminino... acham eles e algumas elas.
Ai não? E que tal estas mulheres que usam quase sempre cabelo curto?
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Atualização do post anterior...

Antes de mais, quero agradecer a todos pelas palavras de carinho no post anterior. É sempre bom receber palavras de apoio nos momentos mais complicados! Obrigada!
Tenho boas e más noticias (dependendo do ponto de vista). Depois dos exames não terem revelado nada de importante, o resultado é mesmo...ansiedade. E o que fazer em relação a isso? Nada. Não me deram remédio algum porque é tudo uma questão de autocontrole. Coisa simples, pois claro! A má noticia é que vou sentir sempre as extrasístoles e quanto mais pensar nisso, pior. 
Uma pessoa que é "ligeiramente" hipocondríaca como eu, não fica satisfeita com bons resultados nos exames quando continua a sentir as mesmas coisas (apesar do médico dizer não ser nada). Mas será que estou maluca então? Quando sentimos que aquela batida forte parece que vai ser a ultima, é difícil acreditar nos médicos. Foi então que decidi procurar na net, se alguém sentia  mesmo que eu e não é que encontrei uma página onde várias pessoas relatam o mesmo? Oh maravilha das maravilhas! Já não sou maluca! No forum www.ansiosos.org vi algumas pessoas com os mesmos sintomas e fiquei mais aliviada. É como se de repente o coração acalmasse e as extrasístoles acalmaram uns 80%. Vão passar algum dia? Não mas quando elas acontecem, penso que existem mais pessoas a passar pelo mesmo e é tudo ansiedade. Nos dias mais ansiosos, tomo um xanax e pronto. O que não tem remédio, remediado está! 

Bom fim de semana!
Beijos.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fui às urgências!

Ultimamente não tenho me sentido bem. Os médicos dizem que não se sente o coração a bater (a não ser quando ele está acelerado) mas sempre senti o meu, mesmo em repouso. Por isso sei quando ele está a bater fora do normal. 
Há uns batimentos irregulares no coração, chamados de "extrasístoles" que sempre me acompanharam. Nunca liguei muito a isso mas em 2008 a coisa ficou descontrolada. Depois de uma extrasístole bem forte, a pulsação não descia dos 111 e tive de ir ao medico. Fiz exames e não acusou nada de significativo. Mesmo assim passei a tomar o concor para controlar a pulsação. 
Nos últimos 2 meses, as extrasístoles vieram em força e no domingo passado foi terrivel. Estava deitada a dormir quando as malditas aparecem. Viro-me para a esquerda, para a direita e lá estavam elas. Tem horas que não sinto nada e tem horas que elas aparecem de minuto a minuto. Como já não aguentava mais e tinha medo de morrer aqui em casa, decidi ir às urgências ontem.  A tensão estava 11/7...normal. Pulsação normal. Foi feito o eletrocardiograma...não acusou nada. Resultado: ansiedade. E a malvada da extrasístole aparece depois do exame feito...thanks a lot! A medica não me receitou nenhum calmante nem nada do género e disse que para eu ter a certeza de não ter nenhum problema, devia ir ao medico pedir um holter de 24 horas porque naquele momento o ecg não tinha detectado nada.
Para quem nunca teve, a extrasístole é uma pancada forte e lenta como se o coração fosse parar de bater depois daquela batida. Agora, imaginem o que é sentir isso várias vezes por dia e às vezes repetições constantes no espaço de uma hora. Como se não bastasse isso, sinto um aperto na garganta, um peso no peito como se estivesse a ser empurrado para baixo, um calor no peito (e eu não estou apaixonada nem nada!) e diz a médica que é tudo da ansiedade. 
A medica perguntou-me se tenho tido alguma preocupação. Ahahah. Preocupação é o meu apelido! Preocupo-me por a minha mãe estar doente, por o meu pai queixar-se de problemas aqui e ali e até o meu irmão queixa-se disto e daquilo. De manhã as extrasístoles chegam em força na hora do pequeno almoço, de tarde elas acalmam até às 4 mas depois dão sinal de vida (será que é por ter de mudar os pensos para as dores da minha mãe?) e de noite elas voltam em força (se calhar está relacionado com o fato de ficar alerta sempre que a minha mãe vai à casa de banho para ver se ela não cai).
Tomara que seja mesmo ansiedade mas vou ter fazer o tal holter de 24 horas para ter a certeza.
Cheguei a casa e as extrasistoles continuaram de forma mais ligeira. Tomei um xanax e só senti 2 extrasistoles a noite toda, o que foi quase nada em comparação à noite anterior. Hoje já as senti mas são mais fraquinhas. Se calhar é tudo do stress e ansiedade mesmo, porque depois do xanax melhorei bastante!

P.S- Esperei 1h30m para ser atendida e a consulta só demorou 5 minutos.